FIM

Antes que pudesse saber de mim, eu o vi. E tão logo o quis com a força do que seria irremediavelmente um fato consumado. Por vias incertas e inexplicáveis estávamos diante um do outro numa fria manhã de junho. Um corpo tremulando por dentro frente a olhos acesos e luminosos de confessado desejo.

Você que seria um improvável a tocar-me se não fossem as palavras que usava com manifesta intenção oculta. Eu, a me achar esperta demais para cair na tentação da vontade, quando dei por mim estava suspirando pelos cantos da casa.

O amor selado por um beijo em cada um dos olhos que, fechados, faziam-me sentir o ímpeto com que viria os muitos mais.

E tudo estava muito bom que já não se pressentisse o anunciado fim. Acabou como começou. Num átimo de segundo as coisas são e deixam de ser.

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