A água que lhe sai dos olhos escorre pelo corpo misturada com a torrente jorrada do chuveiro. Chora como se dentro dela houvesse uma fonte interminável de dor vinda de tempos longínquos que ultrapassam muito o tempo de sua vida. Sonda os motivos nas profundezas para ir além do que sabe. “É porque sou assim… Mas haveria de ser outra?” Tão enraizada na própria pele que a mínima ameaça de não sê-la a deixa em permanente estado de alerta. Olha-se no espelho e vê os esboços definidos e limitados de um espaço que não lhe cabe. Essa, a razão por que tem chorado.

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