Descoberta

Dei para falar de amor e, no meio da noite, acordar de sonhos onde não só o peito pulsa. Pieguice, pieguice, acuso-me. Fui avisada a não subestimar o deus da flecha, que pode ser muito traiçoeiro. Eu sei, eu sei. Levei a mão à boca como quem se obriga ao silêncio. Fechei os olhos para sentir mais e melhor. Quem sou eu para falar de amor? Uma mulher. Sinto sem pedir permissões e deixo-me levar pelas estradas sinuosas do desconhecido, embora saiba de antemão para onde ele leva. Sei, porque sei. Não há explicações para o querer, ainda assim quero. E porque quero tenho antes de ter. Quem pôs em mim essa certeza mesmo diante da verdade de que tudo pode mudar em instantes? Nem posso falar em confusão de tiros provindos de armas desgovernadas. Eu própria mirei e acertei o alvo. Sozinha. Então descobri que não estava só falando de amor. Eu estava era amando.

Escrito por

Meu nome é Maiara Veiga, moro em Brasília e tenho paixão pela leitura e pela escrita. Ler e escrever são para mim "vícios desde o início". Leio por prazer. Escrevo por necessidade e dom. Nesse espaço, quero compartilhar com vocês os maiores ensinamentos que extraio das leituras e da vida. Espero que gostem!

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