E eu lá sei o que é amor.

Estávamos sentados à mesa, três mulheres e um homem, conversando a respeito do lançamento do meu primeiro livro Escritos do Olhar, quando fui questionada sobre se tinha filhos. O homem presente quis saber a respeito e, pela sua experiência de pai, alegou falta de tempo para se dedicar a outras coisas, como leitura e escrita, uma vez que, ao chegar em casa, depois do trabalho, … Continuar lendo E eu lá sei o que é amor.

Talento ou beleza?

Ao sair da academia de ginástica, trajada à caráter, dirigi-me ao supermercado, a fim de comprar hortaliças frescas e desprovidas de calorias para serem consumidas à hora do almoço. No balcão de pagamento, deparei-me com aqueles doces que gritam para serem consumidos, tendo em vista que estão ao alcance das mãos e nem custam tanto. Imaginei que não teria problema algum devorar certa quantidade de … Continuar lendo Talento ou beleza?

O amor, o cachorrinho e onde entro nessa história?

Na Livraria Sebinho, sentei-me à tardinha para deliciar com as últimas páginas de Uma furtiva Lágrima, de Nélida Piñon, cuja obra, apesar de me acompanhar em dias tristes, deixou-me alegre e esperançosa. Ousei tomar vinho ao tempo que lia, por puro agradecimento de ter aquele livro em minhas mãos. Apesar de tocar em assuntos sérios, como os poetas gregos, a pintura de Velázquez, o nascimento, … Continuar lendo O amor, o cachorrinho e onde entro nessa história?

O que uma mulher faz sozinha à noite?

A noite carrega o breu das intenções ocultas e nem sempre a escuridão faz emergir os atos escondidos à luz do dia. Quando o sol nasce, as mulheres andam de um lado para o outro, sozinhas ou acompanhadas. Geralmente, elas preferem a companhia de outras, pois o fato de transitarem sós pode revelar uma solidão que jamais deve ser cultivada ou exposta. Os homens também … Continuar lendo O que uma mulher faz sozinha à noite?

A gula nossa de cada dia

No livro Os sertões, Euclides da Cunha escreveu “O sertanejo é, antes de tudo, um forte“, frase cujo significado é apropriado ao contexto narrativo e histórico em que a obra foi escrita. O personagem principal é o homem do sertão, que se vê obrigado a lutar pela sobrevivência em meio às dificuldades inerentes às condições sociais, econômicas e climáticas nas quais está inserido. Ao reconhecer … Continuar lendo A gula nossa de cada dia

José do Egito

“Pode me chamar de José do Egito, moça”. Essa foi a resposta do morador de rua, quando, numa conversa em que estava parada frente ao sinal de trânsito, perguntei-lhe o nome. Nosso diálogo durou pouco tempo, mas o suficiente para tomar conhecimento de que aquele homem não tinha família e, por isso, seu maior desejo era possuir um clã para o qual retornar ao fim … Continuar lendo José do Egito

A fidelidade deveria ser uma faculdade

Veio-me à tona essa frase que ouvi ou li em algum lugar do qual já não me lembro. “A fidelidade deveria ser uma faculdade”. Como assim? Eu quero dizer que não devemos exigi-la de quem quer que seja. Nunca a protestei contra homem algum, o que não significou desejar que quem estivesse ao meu lado fosse infiel. Não seria hipócrita nem tão libertária a ponto … Continuar lendo A fidelidade deveria ser uma faculdade