Deixe-me apresentar você, de Talitha Pereira.

Há bem pouco tempo tive o primeiro contato com Talitha Pereira, por meio de seus vídeos no youtube, onde ela apresenta histórias dos personagens bíblicos conectando-os ao nosso contexto atual.

Isso demonstra que os problemas enfrentados pelos homens sempre foram os mesmos. Brigas entre membros da família, disputas por poder, ambição desmedida por dinheiro, inveja, orgulho, sentimento de inferioridade, desânimo, tristeza, apatia, falta de coragem, situações incapacitantes em virtude de crenças limitantes e tantas outras questões que o ser humano enfrenta há séculos e séculos, como prova de que todo desenvolvimento econômico, industrial, científico e tecnológico porque passamos não mudou em absolutamente nada a natureza humana.

Continuamos enfrentando situações de medo, angústia, frustrações, desespero e tantas outras fragilidades que nos inibem e condicionam.

Toda a fala de Jesus está centrada em instigar as pessoas a agirem e pensarem por si mesmas e a resgatar o poder interior que existe dentro delas. Ele não diz a alguém que tenha curado: “Eu te curei”. Antes, pergunta: “Quer ser curado?” E declara: “Tua fé te curou”.

A cura emocional, que muitas vezes culmina na cura física, é um ato que depende principalmente da atitude daquele que verdadeiramente deseja essa cura.

Talitha Pereira é pastora da Igreja do Amor, localizada em Recife, e, provavelmente, deve lidar com muitas pessoas que estão adoecidas pelas mais variadas causas físicas e/ou psíquicas. Uma das coisas que pode nos conduzir a um agudo estado patológico é a crise de identidade, que traduz-se na sensação de que nos perdemos de nós mesmos.

Quem é você? Você já se fez essa pergunta? Já se olhou no espelho e se questionou a respeito de quem é? Se ainda não fez isso, é aconselhável que faça.

“Em Deixe-me apresentar você, a mulher leitora reconhecerá sua força e capacidade, bem como será desafiada a mudar de perspectiva em relação a si mesma e a seu mundo mais íntimo rumo ao crescimento pessoal, familiar, profissional e social.” Essa é a proposta da autora.

Agora, deixa eu te falar uma coisa séria. Você não é a sua profissão nem formação. Você não é o que faz. Estou cansada de ouvir pessoas que, ao serem instadas a falar sobre si mesmas, dizem: “Eu sou engenheira”, “Eu sou advogada”, “Eu sou nutricionista”, “Eu sou empresário”. NÃO. Essa é a sua formação ou profissão. Antes de entrar para a escola ou faculdade, você já havia nascido e era um ser. Isso faz com que pessoas que têm uma profissão desvalorizada se sintam inferiores a outras, porque elas pensam que são a atividade que exerce.

 “O grande problema que faz com que nós rejeitemos o presente da identidade é que nós nos definimos de acordo com o que fazemos, não com o que somos.”

Você também não é a filha ou filho de João ou Elvira. Apesar da importância de nossos pais e do significado valioso que eles têm em nossa vida, você não pode se limitar a definir-se como filho.

Você também não pode ser definido como o pai ou a mãe de Lucas ou Maria. Antes de ter seus filhos, você já havia nascido, crescido e experimentado ser. Muito menos pode responder que você é esposa ou esposo de Matias ou Sara. Antes de se casar você também era um ser.

Muitas vezes, as pessoas se perdem de si próprias porque confundem o que são com os papéis que exercem. De todas essas figuras citadas, talvez as de maior relevância sejam as representadas pelos nossos pais, pois sem eles não existiríamos. Daí a influência que os pais exercem sobre nós. Quase tudo que somos ou pensamos ser decorre do que eles foram ou são para nós. Mas isso é assunto para outra hora.

Esse livro é composto por sete capítulos e em cada um deles a autora nos apresenta personagens bíblicos com a finalidade de, por meio deles, nos ajudar a saber quem somos.

O primeiro personagem é Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul.  Mefibosete apresentou-se diante do rei Davi que queria cumprir sua promessa de devolver todas as terras do rei Saul a alguém de sua linhagem. Entretanto, Mefibosete prostrou-se diante de Davi e se definiu de forma inferiorizada, dizendo-se não passar de um cão morto. Apesar de ser neto de um rei, Mefibosete se via apenas como um aleijado indigno.

Portanto, ele se caracterizava referenciando a sua limitação e não pelo ser que era. “Porque ele tinha um problema de identidade! Ainda que soubesse de onde tinha vindo, quem era sua família, ele não conhecia o poder de aceitar a própria identidade.”

A imagem que Mefibosete tinha de si mesmo era a pior possível: “Um cão morto”. Talitha diz: “Sua autoimagem tem o poder de determinar o seu destino!” Se não fosse a bondade de Davi, o neto de Saul jamais teria se sentado à mesa junto ao rei.

Mefibosete “pensava que nunca seria aceito por causa de sua imperfeição”. Ninguém dizia que ele era limitado ou imperfeito. Ele próprio tratava de se convencer disso. Portanto, “a maneira como você se enxerga é essencial para definir o caminho que será trilhado.”

Quantas pessoas se menosprezam? Quantas se dizem incapazes de realizar algumas coisas que querem ou precisam? Quando alguém me diz que não vai fazer algo porque não consegue e porque é incapaz, eu automaticamente concordo, porque ela mesma já se colocou uma barreira. E não serei eu quem irá transpor o que ela disse para si a respeito de si mesma.

Talita fala sobre nós sob a perspectiva do Criador. Ela diz que “Deus nos criou com uma missão: ser nós mesmos!” Veja que coisa espetacular: em nenhum lugar do mundo e em nenhuma outra época existiu ou existirá alguém igual a você. Somos bilhões de pessoas com fisionomia, pensamentos e gostos diferentes. Somos únicos. Aí eu te pergunto: Por que é mesmo que você quer ser como o outro?

“Quando nos ocupamos tentando ser o que todo mundo é, fracassamos em ser nós mesmos.” Portanto, “entenda a sua identidade, a sua direção e o seu chamado de acordo com o que o Senhor lhe diz.”

Vamos aprender com a história de Mefibosete que passou anos de sua vida negando sua identidade. “Tudo na vida dele mudou quando ele entendeu que não devia ser menos do que tinha nascido para ser.”

Nada nem ninguém deve abalar quem somos. Não podemos nos desvalorizar. Se você se vê como menos, como qualquer coisa, como “um cão morto”, como um “zé ninguém”, quem vai dizer o contrário? Sabe quem foi que disse que João era o discípulo preferido de Jesus? Foi ele mesmo. Ele se colocou nessa posição e até hoje acreditamos no que ele disse. Portanto, reveja em que posições você se coloca.

No segundo capítulo nos é apresentada a narrativa sobre Ana e Penina, as duas mulheres de Elcana. Penina tinha filhos e Ana não. Entretanto, o sacrifício que Elcana oferecia em favor de Ana era duas vezes maior do que aquele oferecido para a outra esposa, pois amava Ana, apesar de ela ser estéril. Penina provocava Ana por ela não poder ter filhos e ela chorava por isso. Elcana perguntou: “Por que não come? Por que está triste? Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos?”

Apesar do amor do esposo, Ana vivia amargurada e angustiada. Orava ao Senhor para que também concebesse filhos.

Penina também invejava Ana por esta ter despertado maior amor em Elcana. Essas duas mulheres viviam em disputa, ao invés de viver, cada uma, a parte e a dádiva que lhes cabiam.

Olhar o que o outro tem nos impede de reconhecer o que nos foi dado. Ana e Penina estavam preocupadas com aquilo que não tinham, com aquilo que consideravam imperfeito nelas e isso as impedia de viver em plenitude.

A rivalidade e disputa entre mulheres continua a existir. Talita diz: “Não havia nenhum tipo de sororidade. Sororidade é uma palavra que vem do latim soror, traduzida por irmãs. Assim, ter sororidade significa desenvolver irmandade, empatia e união entre as mulheres. É entender a dor e os motivos da outra antes de apontar o dedo. É acreditar que juntas somos melhores, mais fortes, menos fragilizadas, mais capazes.”

Ainda hoje, as mulheres continuam disputando entre si nos mais diversos setores. Coincidentemente, eu estou desenvolvendo um texto sobre a percepção que tenho a respeito da falta de irmandade que existe entre nós mulheres, tanto por constatações do cotidiano quanto por um trecho que li no livro “A insustentável leveza do ser”, de Milan Kundera, que nos chama atenção para essa realidade.

As mulheres competem entre si. O fato de uma ter o que a outra não tem já é o suficiente para se terem como rivais. Isso provém da comparação, uma praga social. Sabemos que somos diferentes, mas ainda assim nos comparamos.

A autora diz que vivemos ” a ditadura da cópia”. E completa: “Você pode até se inspirar em outras mulheres, mas você não foi chamada para ser ovelha Dolly, não!” A ovelha Dolly foi o primeiro mamífero clonado no mundo, sendo uma cópia perfeita de outra ovelha.

Eu mesma admiro e me inspiro em várias mulheres. Nas grandes escritoras, apresentadoras, entrevistadoras, naquelas que se cuidam, que são bonitas e originais.

Admiro a inteligência da Clarice Lispector e a maneira como escreve, a originalidade da cantora Maria Bethânia, a postura de Marília Gabriela, a beleza de Bruna Lombardi, a força de Lucinha Araújo, a ousadia de Leila Diniz, a irreverência de Dercy Gonçalves, a permanência de Laura Cardoso e Fernanda Montenegro, a elegância de Constanza Pascolato, o humor da pastora Talitha Pereira, dentre inúmeras outras.

Mas em nenhum momento de minha vida eu pensei em ser outra pessoa, em mudar meus traços físicos, em ser outro ser que não eu mesma. Nem consigo me imaginar de outro jeito. Olho no espelho e sinto o que Clarice Lispector disse: “Alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna.”

“Quando nos comparamos , além de nos depreciarmos, estamos alimentando a inveja. Inveja é uma escolha.”

A inveja é um dos piores sentimentos que existe. Ela é altamente destrutiva. Autodestrutiva. Uma vez fiz uma autoanálise para saber o que me causa inveja e cheguei a conclusão de que, como Albert Camus, não invejo nada. Não estou aqui dizendo que sou perfeita. Tenho outros defeitos que também são destrutivos e trabalho diuturnamente para combatê-los. Mas não invejo absolutamente nada. Gosto de mim e não há ninguém que eu queira ser além de mim mesma.

“Muitas vezes, você foca tanto no que Deus deu para outra pessoa fazer que se esquece de fazer o que ele chamou você para fazer.”

Se tem uma coisa que admiro são as pessoas que falam bem. Quando eu vou falar para alguém, por exemplo, sobre um livro que li, eu me atrapalho toda. Sei que posso desenvolver a oratória, mas reconheço que não sou tão articulada quando vou me expressar oralmente.

Já quando escrevo, sei que me expresso bem melhor. Entretanto, não fico lastimando que não falo tão bem quanto gostaria. Aproveito que Deus me deu esse dom de escrever, agradeço e escrevo. Já pensou se eu ficasse lamentando: “oh vida, oh céus, oh azar, eu não falo tão bem”.

Assisto os vídeos de oradores e estou aprendendo com eles. Quem sabe um dia eu consiga? “É verdade ou não é?” Prefiro celebrar o que tenho do que ficar chorando pelo que não tenho.

Trabalhe para que você seja o que quer ser. É preciso acreditar que não estamos nesse mundo para brincar de viver. Se quer desenvolver uma habilidade, estude. Se quer emagrecer, faça dieta. Se quer ter um relacionamento maior com Deus, ore mais e leia a Bíblia. Se quer ter um corpo definido como a moça que você inveja no instagram, vá malhar.

Sabe o Tony Melendez? Se não sabe de quem se trata, veja os vídeos dele no youtube, como eu fiz. Ele queria tocar guitarra, mas não tinha os braços. Aprendeu a tocar com os pés. “Para Deus, não existe deficiências.”

A pastora Talita nos conta que via o marido pregar e queria pregar como ele, de forma mansa, lenta e doce. Até que ela percebeu que isso não fazia parte do seu temperamento. Isso caiu como uma luva para mim, porque eu escuto uma colega de trabalho falar baixinho e pausadamente e comecei a pensar que devo falar mais devagar. Sim, até posso tentar. Mas também não é do meu temperamento e acabei chegando à conclusão que não vou falar como ela porque não sou ela. Simples assim!

“Deus nos fez como somos com um propósito.” Conhecem a história de Zaqueu? (Se não conhecem, pesquisem).  Zaqueu era pequenino e por isso subiu numa árvore e chamou a atenção de Jesus. Deve ter um propósito para eu ser pequena também (risos).

“Adote uma perspectiva mais elevada de você. Pare de se fazer de coitada! Pare de se lamentar e ficar dando desculpas. Você não é vítima! Não existem desvantagens quando Deus está do nosso lado, porque tudo coopera para o nosso bem. Eu encorajo você a viver sem se apoiar em desculpas. Olhe para o que você pode fazer, foque nos seus dons. Recuse-se a ter pena de si mesma.”

Outro personagem bíblico apresentado é Davi. Ele era filho de Jessé e o Senhor enviou Samuel para ungi-lo, pois Davi se tornaria rei de Israel. Jessé apresentou sete de seus filhos, ocultando Davi que estava no campo cuidando das ovelhas. Davi era muito jovem e de boa aparência, mas nem mesmo seu pai parecia acreditar nele. Deus acreditava.

 “Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.”

Foi Davi quem conseguiu derrotar Golias. Acostumado a matar leões e feras com pedradas, as únicas armas de que dispunha, ele conseguiu também acabar com o gigante. Saul desacreditou que Davi conseguiria e tentou vesti-lo com sua armadura. Davi se recusou, pois estava habituado a matar com pedradas e sem quaisquer vestimentas especiais. Davi não quis usar aquilo que não lhe pertencia e se recusou a vestir o que era de outra pessoa. Confiando em Deus e na sua capacidade, venceu o inimigo.

Essa confiança e crença que Davi teve em si mesmo foi essencial para alcançar seus propósitos.

Gideão também recebeu de Deus um propósito de vida. Mas ele se esquivava sempre que podia. “Ele dava desculpas, se diminuía… ele era seu próprio impedimento para viver os planos de Deus. Ele se achava pequeno demais, incapaz demais, frustrado demais.”

Precisamos vencer a autopiedade e a autodepreciação. Não somos coitadinhos. Podemos trabalhar nossas imperfeições por meio de boas escolhas diárias, pelo autoconhecimento, pela disposição em aprender com aqueles que sabem. Podemos desenvolver novas habilidades, aperfeiçoar as que já temos.

Todos os dias é possível nos desenvolvermos um pouco mais. “Somos um projeto em andamento”. As construções não são feitas da noite para o dia. Deus foi o único a criar tantas coisas em apenas sete dias. Mas ele é perfeito. Nós não somos.

Vocês conhecem pessoas que ao serem elogiadas, recusam o elogio? “Ah são seus olhos.” “Não sou tão bonita como você me vê.” “Não sou tão magra”. “Não sou inteligente como fulana”. Podemos simplesmente ouvir um elogio e respondermos: “Obrigada!”.

Mas a autodepreciação fala mais alto.

“Se você resolver ser feliz só quando ficar parecida com Gisele Bundchen, aí nem no céu você vai ser feliz!”

Temos que parar de ficar mirando na exceção das exceções. Com quantas pessoas você convive que são tão bonitas e magras como Gisele B? Vejo isso na academia. A maioria das pessoas que estão lá suando como eu não são nem um pouco parecidas com aquelas mulheres que vivem para malhar e fazer propaganda de produtos de dieta.

As pessoas que convivem conosco, da família, do trabalho, da faculdade e de outros círculos, não são exemplos próximos à perfeição. Então, por que você está sofrendo por não se parecer com o que há de mais raro?

Vença a autodepreciação e caminhe rumo à autotransformação.

Se não mudarmos o que pensamos a respeito de nós mesmos faremos pouco ou nenhum avanço. “O segredo está na mente. Gideão, a partir daquele momento, tinha pensamentos de vitória, proferia palavras de vitória e agia como um vitorioso! Quando ele trocou seus pensamentos de derrota por pensamentos de acordo com o que Deus dizia sobre ele, tudo mudou! O que você guardar na sua mente tenderá a acontecer na sua vida. Se você continuar a acreditar no que sempre acreditou, continuará a agir como sempre agiu. Se você continuar a agir como sempre agiu, continuará a alcançar o que sempre alcançou. Se você quer ter resultados diferentes em sua vida pessoal ou no trabalho, tudo o que tem que fazer é mudar a sua maneira de pensar!”

Portanto, renove seus pensamentos e passe a acreditar que conseguirá o que deseja e se empenhe para isso.

Paulo tinha por missão pregar o evangelho em Roma. Antes de seguir Jesus, ele perseguia e matava cristãos. Mas ele se transformou. Apagou o seu passado e começou a viver uma vida de compaixão e indulgência pelo próximo.

Ele poderia ter continuado com seu péssimo hábito de perseguir e matar, mas escolheu a mudança. “Nada pode impedir a sua transformação, caso você verdadeiramente decida mudar.”Trata-se de uma decisão concomitante a uma ação.

O apóstolo Paulo nos ensina: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Ele não ficou preso ao seu passado, à sua dor ou aos seus problemas. Não desistiu do seu sonho de pregar o evangelho e seguiu em frente sustentando-se em Jesus.

A mudança passa por um processo. “Quem valoriza o processo desfruta do crescimento.” É preciso ter paciência, coragem e direcionamento. “Como é que se come um elefante? Uma mordida de cada vez.”

Quando rezamos o pai-nosso dizemos: “dá-nos hoje o pão de cada dia”. Não pedimos o pão do mês, do ano… Precisamos subir um degrau de cada vez.

Daniel se destacou pela sua capacidade de supervisão. Ele tinha disciplina para orar três vezes ao dia e tinha o reconhecimento de Deus. Quando alcançou a posição de líder foi invejado e atacado. A maior parte das pessoas que conseguem posição de destaque passou por um processo longo e árduo. Nós enxergamos os prêmios, mas não sabemos quais renúncias e esforços foram feitos para o alcance dos resultados.

É preciso fazer as coisas buscando a excelência, o seu melhor. Muitas vezes, fazemos nossas atividades de forma mais ou menos, de maneira desleixada, com preguiça e má vontade. Trabalhamos com mediocridade. “Deus não abençoa a mediocridade. Deus abençoa a excelência.”

Confesso que me enxerguei nisso. Já me peguei sendo negligente e desleixada em atividades que eu poderia executar de modo muito mais caprichado. “Você não deve se guiar pelos padrões do comodismo desta terra; você deve se guiar pelo padrão de excelência do céu!”

Temos abandonado o espírito de excelência. Esse espírito com que Deus criou tudo que existe.

“Outras pessoas podem até reclamar do trabalho; podem andar por aí malamanhados, desinteressados, pegando o caminho mais fácil. Você será diferente, pois nada disso levará você ao próximo nível.”

“Deus não fez nada que não fosse primoroso, e ele é o nosso exemplo maior.”

Talita propõe: “Vamos acabar com essa geração do “mais ou menos”. Quando chegarmos ao final de nossa corrida, temos de olhar para trás e concluir como Deus concluiu, que TUDO terá ficado TÃO BOM!”

Ela também nos adverte que somos representantes de Deus na terra, assim devemos exercer essa nossa função da melhor maneira possível.

A excelência exige que sejamos disciplinados. “O que separa o sucesso do fracasso não é a falta de potencial; é a falta de disciplina.” E o que é disciplina? Gosto dessa definição: “é fazer o que tem que ser feito ainda quando não estamos com vontade de fazê-lo.”

O crescimento não é automático e você deve ter responsabilidade se quer de fato aprender. “O aprendizado é para a vida toda. Quando paramos de aprender, paramos de crescer.”

Nosso potencial é desenvolvido à medida que praticamos as coisas com disciplina. “Crescendo, aprendendo e nos preparando, as portas se abrirão.”

A última personagem que Talita faz referência é Ester. Orfã, ela foi criada pelo tio e era tão bonita que o rei se encantou e casou com ela. Apesar de ter alcançado essa posição, Ester não se perdeu de sua essência, não esqueceu suas origens. Atendeu ao pedido do tio de interceder para salvar os judeus da perseguição.

Além de bonita, Ester tinha um bom coração. “A beleza do seu coração trouxe formosura ao seu rosto”. A aparência exterior é digna de cuidado, mas precisamos zelar pelo coração. Ester não ignorou a situação de seu povo.

Preservar nossa identidade é essencial para não nos desviarmos do que somos. O autoconhecimento nos auxilia nessa empreitada. O crescimento dói. Não é fácil encarar nossas dores, angústias e medos. Não é fácil lidar com eles, mas é possível e no final nos tornamos melhores.

Busque sua identidade, não se compare, não se desvalorize, nem se menospreze. Clarice Lispector diz que a única coisa imoral que existe é desistir de si mesmo. Não desista do aprendizado, do crescimento e de seu propósito. Não desista de ser você e não queira ser como as outras pessoas. Todas elas já existem. Ponha a mão na massa e trabalhe em sua construção.

E para finalizar, transcrevo mais uma lição da escritora que mais admiro:

“Respeite a você mais do que aos outros, respeite suas exigências, respeite mesmo o que é ruim em você – respeite sobretudo o que você imagina que é ruim em você – pelo amor de Deus, não queira fazer de você uma pessoa perfeita – não copie uma pessoa ideal, copie você mesma – é esse o único meio de viver.”  C.L.

Agora que te apresentei a você, desfrute de sua companhia e se ame como Jesus insinuou que deveríamos amar a nós mesmos, quando disse: “ame o próximo como a si mesmo.”

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