Montaigne e eu, os desmemoriados.

É bem provável que a minha falta de memória jamais se constituísse matéria de um texto se essa minha característica não tivesse encontrado eco num ensaio de Montaigne que acabo de ler. Nele, o ensaísta admite que carece da faculdade da memória e não crê que haja no mundo alguém menos favorecido a esse respeito que ele próprio. Pois então, apresento-me como sendo, nesse aspecto, … Continuar lendo Montaigne e eu, os desmemoriados.

Em nome da mãe, de Erri de Luca.

“Toda mulher, ao saber que está grávida, leva à mão na garganta: ela sabe que dará à luz um ser que seguirá forçosamente o caminho de Cristo, caindo na sua via muitas vezes sob o peso da cruz. Não há como escapar.”  Nesse trecho, Clarice Lispector define o sentimento de uma mulher ao receber a notícia de uma gravidez. Ela, que teve dois filhos, provavelmente … Continuar lendo Em nome da mãe, de Erri de Luca.

O Natal sem Cristo.

Cada membro daquela família estava sentado em seu lugar para o almoço de Natal. Como a mesa estava posta à claridade do dia fazia-se necessário o uso de óculos escuros para proteger as vistas e os olhares uns dos outros. Formaram-se uns quatro grupos isolados, cada um com assuntos próprios a tratar, a depender da afinidade das pessoas entre si e com o tema. Uns, … Continuar lendo O Natal sem Cristo.

O milagre da manhã, de Hal Elrod.

A impressão que tive foi que a palavra comprometimento é uma das que mais se repete durante todo esse livro . Comprometer-se nada mais é do que empenhar-se para realizar uma atividade, um projeto ou um propósito com uma rígida disciplina. Gosto bastante de uma definição que li inúmeras vezes a respeito do que se considera agir com disciplina, qual seja: “Fazer o que deve … Continuar lendo O milagre da manhã, de Hal Elrod.

Magra para sempre, de Karina Peloi.

Meus leitores, quero aproveitar essa resenha para bater um papo reto com vocês. Se interessaram pelo livro é porque pretendem emagrecer ou manter-se magros, estou certa? Sendo assim, não farei rodeios. Agirei com vocês tal qual gosto que ajam comigo, ou seja, de forma direta e sincera. Pois bem, esse livro tem por autora Karina Peloi. Atualmente ela trabalha como nutricionista, mas passou oito anos … Continuar lendo Magra para sempre, de Karina Peloi.

De como um texto do Olavo de Carvalho saciou a minha fome.

Penso que a fome é uma das coisas mais urgentes que existe e a sua chegada nos impede de realizar tudo o mais. Refiro-me à fome de alimento mesmo. Aquela que surge e faz o estômago gritar de dor e desespero. Aquela que, antes de saciada, não nos permite contemplar uma paisagem ou uma obra de arte, ler um livro ou mesmo sermos educados e … Continuar lendo De como um texto do Olavo de Carvalho saciou a minha fome.

Quando eu quis resolver questões de justiça com uma tatuagem.

À época em que me dirigi a um tatuador, eu cursava Direito e estava extremamente encantada com a ideia de justiça, conceituada por grandes filósofos, cujas reflexões tive oportunidade de conhecer por meio da matéria Filosofia do Direito. Animava-me poder concluir o curso e me tornar juíza e justa. Um professor de Direito Penal, vendo toda a minha empolgação nas aulas, tratou de me avisar … Continuar lendo Quando eu quis resolver questões de justiça com uma tatuagem.